Enade 2018: Perfil dos estudantes da educação superior no Brasil

Enade 2018: Perfil dos estudantes da educação superior no Brasil

O Ministério da Educação divulgou hoje alguns dados relacionados ao Enade 2018. As informações permitem uma análise sobre o ensino superior no Brasil, com relação aos cursos avaliados neste processo (foram 27 áreas, tendo 14 cursos de bacharelado e 20 cursos superiores de tecnologia – veja a relação completa). O Enade acontece anualmente, mas em cada ano a prova é aplicada a um grupo específico de áreas e cursos. Cada curso é reavaliado a cada três anos. A prova tem por objetivo definir o nível de conhecimento dos alunos nas diferentes áreas.

Além do desempenho dos cursos, o relatório divulgado pelo MEC traça um perfil dos estudantes, apresentando os dados de forma geral e numa comparação entre o ensino presencial e o EAD.

 

Dados gerais do Enade 2018

O Enade 2018 foi aplicado com alunos de 1.791 instituições de ensino, sendo 227 públicas (13%) e 1.564 privadas (87%).

Dentre os cursos, foi avaliado um total de 8.821. Na modalidade EAD foram 587 (7%) e na presencial foram 8.234 (93%).

O exame contou com 550.845 estudantes concluintes e inscritos para fazer a prova. Destes, 97.206 (18%) estudaram em cursos EAD e 453.639 (82%) do ensino presencial. Participaram da prova 462.242 alunos, e 486.119 responderam ao questionário dos estudantes. É com base neste último número que as informações abaixo serão apresentadas.

 

Perfil Socioeconômico – dados gerais

Do total de inscritos no Enade 2018, 88% responderam aos questionários que traçaram um perfil de informações. Eles determinam, entre outras informações, o sexo dos alunos, a idade, o estado civil, com quem mora, o contato do grupo familiar com o ensino superior e a renda da família.

 

Ensino EAD X Presencial

Do total de alunos inscrito no Enade 2018, apenas 18% dos alunos estudaram no Ensino EAD, contra 82% do presencial. Isso por si só já é um dado importante. Em 2018 o Censo da Educação Superior destacou que foram abertas 7.170.567 vagas de ensino no EAD, contra 6.358.534 do ensino presencial. O ensino EAD tem uma taxa de evasão escolar muito maior, fazendo com que no final do curso, no momento de participação do Enade, o número de alunos do EAD ainda seja muito menor.

Sobre o perfil destes alunos, os destaques são para a faixa etária, para o estado civil e para o número de horas trabalhadas por semana. Na modalidade EAD, 44,5% tem mais de 34 anos, já no ensino presencial este número é de 17,3%. Outra diferença acentuada está no estado civil: a modalidade EAD conta com 44,1% de alunos solteiros e 44% de alunos casados, já no presencial, são 76,3% de alunos solteiros e 17,6% de alunos casados. Sobre o número de horas semanais trabalhadas, no EAD, 20% não trabalham e 62,2% trabalham mais do que 21 horas por semana ou mais, já no presencial, 42,3% não trabalham e 41,5% trabalham 21 horas por semana ou mais.

Considerando estas variáveis, podemos concluir que o ensino presencial atrai mais alunos que acabaram de migrar do ensino médio, que estão construindo a vida profissional e familiar, enquanto que a modalidade EAD atrai um número maior de profissionais que já estão colocados no mercado de trabalho, e com perfil mais distribuído entre idades sem vínculo de continuidade ininterrupta de estudo entre o ensino médio e o superior.

Todos os números e dados apresentados nesta postagem, foram gerados com base em informações oficiais do INEP e do Ministério da Educação. Veja neste link o relatório completo.