Quais as taxas do cartão de crédito e débito para receber mensalidades escolares

Quais as taxas do cartão de crédito e débito para receber mensalidades escolares

O recebimento de mensalidades escolares é um desafio para a gestão educacional de qualquer instituição. O pagamento na tesouraria tem sido desencorajado. O recebimento por boletos bancários, também tem algumas dificuldades e dá uma margem maior para a inadimplência. E isso tudo, somado a tecnologia disponível para o uso dos cartões, faz eles se tornarem muito interessantes. Mas, sempre existe aquela dúvida: quais as taxas do cartão de crédito e débito para o recebimento das mensalidades escolares?

Neste artigo nós conheceremos as taxas envolvidas para que você possa compreender as cotações enviadas pelas operadoras de cartões.

Conhecendo esses detalhes de uma forma melhor, você estará pronto para fazer uma negociação mais eficiente e para focar na construção de uma parceria realmente vantajosa para a sua gestão financeira educacional.

 

Defina o modelo de uso

Antes de mais nada é fundamental que você defina qual modelo de operação você deseja. Você quer receber as mensalidades usando as maquininhas de cartão (estilo, supermercado e lojas de varejo), onde o pagamento é feito presencialmente? Prefere o recebimento on-line, onde seu estudante precisa acessar o sistema todos os meses e manualmente pagar as parcelas? Ou, quer uma tecnologia de recorrência de cobranças, onde os dados do cartão são preenchidos uma única vez e a cobrança seja automática em todos os meses?

Nós escrevemos um artigo que fala sobre cada um desses modelos e as diferenças entre adquirente, subadquirente e gateway de pagamentos.

Cada um possui taxas diferenciadas para o uso. Nós compreenderemos todos esses possíveis valores a partir de agora.

 

Percentual por transação

Adquirentes

É uma das principais taxas do cartão de crédito e débito. Sobre cada pagamento recebido é cobrado um percentual da transação. Ele cobre os custos de utilização da bandeira do cartão (Visa, Mastercard, Elo…) e de adquirentes que realizarão a operação financeira (Cielo, Stone, Global Payments…).

Ao cotar a utilização de cartões de crédito e débito diretamente com adquirentes ou gateways de pagamento (eles lhe apresentação as cotações de mais de um adquirente), você receberá uma tabela com informações semelhantes a essa:

Bandeiras / Taxas em % Visa Mastercard Elo HiperCard Bandeira X Bandeira Y
Débito
Crédito
Parcelado 2x a 6x
Parcelado 7x a 12x

Essa tabela mostra o percentual que será cobrado em transações de débito, crédito, ou crédito parcelado (de 2 a 6 vezes, ou de 7 a 12). A tabela mostra ainda as bandeiras dos cartões, que nestes casos se referem ao cartão da pessoa que estiver pagando o valor. Normalmente os valores da Visa e da Mastercard são iguais, e são os mais utilizados – os demais cartões possuem variações maiores de preço.

Esses percentuais podem variar muito. Em resumo, a definição é feita com base no CNPJ da empresa, avaliando os códigos Cnae vinculados. É considerado ainda o volume de transações e o valor médio dessas transações. Na prática: quanto mais movimentações você fizer, maior será a sua margem para buscar a redução desses percentuais.

Ao fazer a negociação com gateways de pagamento, eles já fazem uma consulta em vários adquirentes, economizando tempo das instituições. Essa busca já costuma trazer as melhores condições disponíveis no mercado. Eventualmente as instituições são abordadas pelas adquirentes para buscar negociações especiais, e nestes casos, a mesma negociação feita diretamente com o adquirente poderá ser integrada ao gateway.

 

Subadquirentes

Ao cotar a utilização de uma subadquirente, o percentual apresentado é das taxas do cartão de crédito e débito, considerando um pagamento a vista. Esse percentual costuma ser maior do que a contratação direta da adquirente. Essa diferença a maior é uma forma de remuneração pela contratação simplificada, pela integração mais fácil e para o uso do checkout de compras e transações financeiras.

Os preços costumam ser divulgados abertamente na internet. Como é o caso do PagSeguro:

Imagem reproduzida do site https://pagseguro.uol.com.br/para-seu-negocio/online/tela-de-pagamento, dia 23/07/2019.

 

Observe que, além do percentual sobre a transação, é cobrado também um valor fixo por transação. Falaremos sobre ele ainda nesta postagem.

 

Parcelamento

Existe uma diferença no processamento de transações pagas à vista, ou usando valores parcelados. Os valores parcelados tornam as taxas do cartão de crédito bastante salgadas. Mas nós vamos te mostrar que isso não é um problema.

Antes de mais nada, é importante entender o que acontece quando uma compra parcelada é feita. Quando vamos em uma loja e compramos um produto que custa 5 mil reais, e parcelamos em 10 vezes, teremos parcelas de R$ 500,00. É fundamental que a pessoa que estiver fazendo a compra tenha os 5 mil disponíveis. Este mesmo valor é o que será consumido do cartão.

Exigir do cliente um limite disponível muito elevado pode ser um complicador e em muitos casos pode inviabilizar uma nova matrícula.

Os gestores financeiros das instituições de ensino não costumam liberar o parcelamento de pagamentos na plataforma de cartões de crédito. O parcelamento é feito diretamente no ERP de gestão educacional da sua instituição, gerando as mensalidades escolares. Só para ilustrar, vamos usar os mesmos valores do exemplo anterior: se um curso custa 5 mil reais e ele pode ser pago em 10 parcelas, são geradas as mensalidades de R$ 500,00 e serão pagas individualmente. Para o recebimento, basta que na data do pagamento o cartão tenha apenas o crédito da parcela. Ou seja, não é necessário que o limite seja equivalente ao valor total do curso. Isso aumenta a chance do pagamento ser recebido, além de reduzir o custo da transação pois isso é considerado um pagamento à vista.

Por isso, ao analisar os preços das adquirentes ou das subadquirentes, não se preocupe se os valores dos parcelamentos forem muito maiores. Na prática, eles não serão usados. A menos que a sua instituição tenha a intenção clara de viabilizar o uso deste modelo de recebimentos.

 

Valor fixo por transação

Em uma operação de cartão de crédito, várias integrações estão envolvidas. Cada uma delas cobra um valor para viabilizar a ida e a volta das informações. No item anterior nós falamos sobre percentuais de transações cobrados por adquirentes e subadquirentes.

Aqui, falamos sobre um valor fixado, que pode variar entre alguns centavos e mais de R$ 1,00. A utilização é comum em dois modelos de uso:

  • Subadquirentes: sim, ela novamente. Além de ter uma taxa percentual de transação maior, cobra também um valor fixo por transação. Os valores são acumulativos.
  • Gateways: cobram este valor como forma de remuneração pelo uso da sua tecnologia. Mas, essa cobrança é comum apenas nos casos de transações que não estão relacionadas as assinaturas de recorrência.

 

Assinaturas / Recorrência de pagamentos

Este modelo é utilizado para que o estudante ou seu responsável informe os dados do cartão de crédito ou débito, e mensalmente o sistema processe as operações de pagamento automaticamente. O modelo é usado quando o vínculo entre a empresa e a pessoa física se dá por vários meses e onde pagamentos sejam processados mensalmente. Se identificou? Isso mesmo, as mensalidades escolares.

As empresas que podem viabilizar a operação de recorrências de pagamentos podem ser: as subadquirentes ou os gateways. Neste caso, a integração com um gateway é muito mais vantajosa pois as taxas podem ser cerca de 30% menores.

A contratação de um plano pode ser feita por número de assinaturas. Na prática, quanto mais assinaturas feitas, menor será o custo por assinatura. Mas não se empolgue. Se a sua instituição ainda não tem a cultura do uso de assinaturas, comece contratando para um número reduzido. A ampliação pode ser feita gradativamente, conforme a necessidade. Sugerimos: ou 100 assinaturas iniciais, ou 20% do número de estudantes ativos da sua instituição – o número que for maior.

Em princípio, no caso das transações feitas por pessoas que estão associadas como assinaturas, em alguns casos, não é cobrado o valor fixo por transação. Ou seja, estes dois valores podem não ser acumulativos. Alinhe isso na negociação com o seu gateway de pagamentos.

 

Adesão e integração

Por fim, um valor que também deve ser considerado: colocar tudo pra funcionar. Esse valor não tem um custo fixo mensal, mas faz parte também da sua planilha de custos de implementação.

Se a sua instituição contratar máquinas físicas, haverá o custo de aquisição das máquinas. Se desejar o uso de planos de assinaturas, terá um setup de configuração cobrado pelo seu gateway. Mas se a sua intenção é o uso de integrações com o seu software de gestão financeira, avalie se já existe uma integração nativa ou se é necessária alguma customização para a sua realidade.

 

Nós preparamos um documento que pode lhe ajudar na hora de buscar os valores com gateways de pagamento, adquirentes ou subadquirentes. Mas antes, vamos revisar o que nós acabamos de conhecer:

  • Taxas percentuais do cartão de crédito e débito: cobrada por adquirentes e subadquirentes, esta segunda costuma ter um valor mais elevado. As negociações com as adquirentes podem ser usadas também na integração com os gateways
  • Parcelamento: é bom evitar o uso já que o percentual da transação é maior e ele consome todo o crédito do cartão dos pagadores
  • Taxa fixa por transação: cobrada pelas subadquirentes e pelos gateways por transação realizada, e neste segundo caso, costuma ser cobrado apenas nas transações sem vínculo com as assinaturas
  • Assinaturas: é a possibilidade de o sistema cobrar as mensalidades e taxas, automaticamente, independente da ação do pagador
  • Adesão e integração: a contratação das máquinas físicas ou a viabilização do uso dos sistemas de forma totalmente on-line

Agora que você conhece todos os valores envolvidos, é hora de avaliar as taxas de utilização e iniciar o uso. Se a sua instituição utiliza o Unimestre, é possível realizar uma integração gratuitamente com um gateway para cobranças recorrentes.